A cirurgia de remoção das amígdalas já foi um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns realizados no país. Entretanto, nos últimos tempo, os médicos vêm solicitando com menor frequência a realização dessa cirurgia. Por que?

Antes de tudo, é importante entender que as amígdalas são estruturas localizadas na garganta, feitas por tecido linfóide e ricas em glóbulos brancos, por isso, possuem um papel importante na imunidade e defesa de todo o organismo. Sua função é fundamental, principalmente, durante a infância; quando elas participam ativamente do combate a vírus e bactérias. Entretanto, na fase adulta, esse papel já não é tão importante assim. Por esse motivo, muitas vezes, opta-se pela retirada das amígdalas, com o intuito de evitar maiores transtornos causados por amigdalites frequentes e evitar o surgimento de outras doenças.

Para além de dores na garganta, a amigdalite causa muito desconforto, como falta de ar e até mesmo dificuldade para se alimentar. É importante lembrar que a amigdalectomia – a cirurgia de remoção das amígdalas – não garante que o paciente não sofra de outras inflamação na garganta, como por exemplo, laringite e faringite.

Antigamente, acreditava-se que a única forma de tratar essas infecções era através do procedimento cirúrgico. Com o avanço da medicina, outros métodos de tratamento foram sendo descobertos. Dessa forma, a cirurgia das amígdalas só é recomendável em casos específicos, que são: pacientes com apneia obstrutiva, com infecções frequentes, com tumores nas amígdalas e com hiperplasia (crescimento anormal das amígdalas).