O corpo humano é regido pelo cérebro, mas sua movimentação tem outros responsáveis fundamentais: ossos, músculos, ligamentos, tendões, são alguns deles. Os ossos nos sustentam, os músculos nos move, os ligamentos, como o nome diz, liga os ossos e os tendões ligam os músculos entre si, aos ossos e a outros órgãos. Mas às vezes essas partes não estão em harmonia ou possuem alguma deficiência e disfunção.

Você talvez nunca tenha ouvido esse termo ou não conheça ninguém que tenha. De fato é bem incomum, acomete apenas 5% da população. Estamos falando da Síndrome da Hiperfrouxidão Ligamentar. O nome pode assustar, mas nem sempre ela é se torna um quadro grave nos pacientes.

Hiperfrouxidão Ligamentar nada mais é do que uma disfunção nos ligamentos, que são mais frágeis, flexíveis e deixa as articulações mais “frouxas” e com um espaçamento entre os ossos maior do que o normal. Ela se dá de diferentes formas em cada pessoas.

Pessoas que possuem essa síndrome em geral têm uma flexibilidade extraordinária, porém ela nem sempre é positiva. A flexibilidade vem das articulações espaçadas e ligamentos poucos rígidos, isso faz com que os músculos trabalhem mais que o de costume e causa dores na pessoa.

Essa condição pode ser genética, que causa, em suma, a hiperfrouxidão generalizada – isto é, em todas as articulações do corpo – ou até mesmo devido uma lesão no ligamento pode ocasionar uma hipermobilidade na junta com problema.

Lidar com essa síndrome pode ser algo super tranquilo para algumas pessoas, dependendo do nível, mas beirar o insuportável para outras. Uma vez que o quadro pode se agravar com outras doenças musculares e articulares derivadas, como tendinite, bursite, osteoartrose precoce, dentre outros.

Para receber o diagnóstico é preciso se consultar com um médico ortopedista ou um fisioterapeuta, e um bom exame de raio x facilitará bastante a ter um diagnóstico mais preciso.